Assim como humanos, os animais também sofrem de epilepsia e exigem cuidados especiais para prevenir e tratar a doença. Em cachorros, as causas estão relacionadas a dois tipos de origem: primária (genética) ou secundária (adquirida), ou seja, qualquer pet pode desenvolver a doença. Traumas físicos, envenenamento e traumatismos cranianos são alguns fatores que podem contribuir para o surgimento do transtorno em animais de estimação.

As crises convulsivas são causadas por descargas elétricas excessivas no cérebro do cachorro, gerando ataques repentinos e descontrolados e até mesmo a perda momentânea da consciência. O primeiro episódio de convulsão costuma se manifestar antes dos três primeiros anos de vida e, quando bem tratada, permite que o animal tenha uma vida normal, sem grandes complicações. Portanto, não se assuste, a epilepsia não tem cura, mas os cuidados necessários podem amenizar a situação.

Sintomas da Epilepsia em Cachorros

Independente da origem, os sintomas de epilepsia são os mesmos para todos os cachorros. As convulsões podem ocorrer em diferentes níveis. Em casos mais leves, movimentos desordenados da cabeça e salivação em excesso são alguns dos sintomas. Já em casos graves, os movimentos são mais notáveis e envolvem o corpo todo, fazendo com que o cão possa salivar, urinar e até emitir sons. Os ataques duram entre 30 e 90 segundos, geralmente durante a noite, enquanto o animal descansa. Ao notar algum sintoma em seu pet, leve-o ao veterinário para que o diagnóstico correto seja identificado por profissionais especialistas.

Cuidados e Tratamento

Tutores de animais com epilepsia devem, primeiramente, consultar médicos veterinários a fim de detectar qual o tipo de tratamento indicado de acordo com cada nível e, ainda, descobrir como cuidar do seu melhor amigo de quatro patas que sofre do transtorno. Durante as crises de convulsão, recomenda-se manter a boca e a cabeça dos pets livres, diferente de como é feito em humanos. Em cachorros, basta esperar que o ataque encerre naturalmente, sem intervenções.

O tratamento para cachorros epiléticos com crises frequentes inclui o uso de medicamentos anticonvulsionantes que minimizam a gravidade e a repetição dos ataques. A dosagem correta para cada pet é avaliada por profissionais especialistas de acordo com resultados de uma série de exames que avaliam o nível da doença.

Vale lembrar que a epilepsia não é contagiosa e cachorros com esta doença podem ter uma vida normal, assim como outros animais.

Como prevenir?

É importante estar atento aos sinais demonstrados por seu pet. Caso note algo diferente ou presencie alguma convulsão em seu animal de estimação procure um médico veterinário imediatamente. Além disso, a realização de exames preventivos auxilia no diagnóstico correto e também contribui para o melhor tratamento do problema. Com um plano de saúde animal, a facilidade é garantida e a saúde do seu pet é primordial.